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14.4.08

eu amo a juventude como tal.
o que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes "é proibido proibir" e carrega cartazes de lenin, mao, guevara e fidel, autores das proibições mais brutais.

com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. por exemplo: — liberdade. outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.

ah, os nossos libertários! bem os conheço, bem os conheço. querem a própria liberdade! a dos outros, não. que se dane a liberdade alheia. berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura.