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4.9.05

por favor,
não deixe que o opaco dos meus olhos tome conta,
não leve minha vida, não ria do meu pranto.
na orgia do alimento um grito seco,
penetrante e que me corta,
faz da minha vida uma reviravolta,
me toma um sorriso, me larga em poços fundos.

me fogem as imagens da beleza da vida,
um estereótipo que não me aguarda;
a favor do próprio fim.
confusa no quesito capacidade,
me larguem, se despeçam.

já cansei de perder o controle de mim,
isso me invade, ataca e agride!
vou seguir minha vida
contando meus passos,
da aberração da auto-estima
e da imensidão do descompasso.